sexta-feira, 5 de outubro de 2012
INBELSA
A Cacique - Indústria Paulista de Eletricidade, voltada à fabricação de rádios, foi fundada em 1933 por pioneiros como Ignácio Pedro Abdulkader e Roberto Simonsen. Era o início da indústria nacional de produtos eletrônicos e, mais precisamente, a pioneira.
A empresa holandesa Philips, por sua vez, estava presente no Brasil com escritórios de representação no Rio de Janeiro desde 1924. Em meados de 1941, na Segunda Guerra Mundial, a empresa buscou escapar dos conflitos entre Alemanha e demais países da Europa, procurando um estado neutro para desenvolver novas tecnologias. Com isso, descobre a necessidade das Forças Armadas Brasileiras de ter uma indústria de eletrônica no país.
A radiodifusão e as comunicações ponto-a-ponto via rádio, durante os anos de 1940, sofreram restrições em importações decorrentes da Guerra Mundial. Identificou-se o estudo da ionosfera como único meio de radiopropagação de alcance mundial disponível.
O Brasil tinha interesse estratégico em dispor de produtos para a defesa e os equipamentos de comunicação de suas Forças Armadas estavam obsoletos, com o País impedido de renová-los. Um fator negativo foi o fato de a maior parte desses equipamentos serem de fornecimento da empresa alemã Telefunken.
O grupo Philips estabelece, então, uma parceria com a Cacique e termina por adquirí-la em 1942. Em seguida, passa a ser denominada INBELSA - Indústria Brasileira de Eletricidade S.A., com participação importante no desenvolvimento das telecomunicações brasileiras entre as décadas de 1940 e 1980.
A INBELSA passou a produzir aparelhos e sistemas com alto grau de complexidade, como aparelhos receptores e transmissores extremamente sofisticados, em todas as faixas de freqüência, inclusive as mais elevadas, projetores de cinema, equipamentos de eletroacústica e outros produtos profissionais. Muitas dessas tecnologias foram desenvolvidas em colaboração com Universidades e algumas deram origem a indústrias altamente competitivas que se estabeleceram tão logo a guerra terminou.
Aparelhos eletrônicos, como, por exemplo, ecobatímetros, foram também desenvolvidos, fabricados e usados em embarcações, o que exigiu o desenvolvimento de cristais piezoelétricos, geradores e receptores de sinais sonoros.
Nasceu, nessa época, a S. Eletro Acústica, que dominava a tecnologia de crescimento de cristais piezelétricos e a tecnologia de transdutores para som em geral.
Esta postagem apresenta o início de uma pesquisa histórica que estamos elaborando em conjunto com ex-colegas da Inbelsa.
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